Prefeitura Municipal

Pontalinda-SP






História do Município



PERFIL HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE PONTALINDA-SP



LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA



O Município de Pontalinda fica cerca de 600 km da capital de São Paulo,

possui aproximadamente 20.900 de área urbana e 26 de área rural. Situada

395 m em relação ao nível do mar. Pontalinda possui latitude S 20 26 24 e

longitude W 50 31 22, é banhada pelos córregos: Lajeado, Quebra Canzil,

Novo Mundo, Barro Preto, Açoita Cavalo, Ranchão, Rapadura, Nova Brasília e

Marimbondo, conforme dados da Casa da Agricultura da cidade.

Os Municípios que fazem divisa com Pontalinda são: Jales, Dirce Reis,

General Salgado, São João das Duas Pontes, São João de Iracema e Estrela

D`Oeste.

Trata-se de um Município em fase de desenvolvimento, com pouca

mecanização e tecnologias disponíveis para a produção rural,

consequentemente a maioria do trabalho que o município oferece é braçal,

principalmente corte de cana e roças de laranjas, o que faz com que

trabalhadores de baixa qualificação de mão-de-obra migrem de outras regiões

para a cidade em busca de oportunidades de emprego.

FUNDAÇÃO DO POVOADO

Em 1940, a família Castella, da cidade de Catanduva, investiu na

compra de uma gleba de terras no sertão de Rio Preto, ma especificamente na

região da Vila Jales, como era chamada na época, como a finalidade de

plantação de lavouras e criação de gado. No ano de 1946 dá-se inicio ao

desmatamento de 900 arqueiros adquiridos, no entanto, a falta de mão-de-obra

braçal e de recursos financeiros, levou a família Castella a realizar o

loteamento dessas terras, para obterem lucro, sem onerar o patrimônio da

família, a partir de então, surge a necessidade de um povoado para os donos

de terras comprarem mantimentos, roupas, remédios e atrair novos

investimentos para a região. A família procurou a Companhia Coester da

cidade de Fernandópolis, para propor parceria comercial com a mesma;

reservando uma gleba de 17 alqueires, ou seja, 41,14 hectares para a

construção do vilarejo.

O corretor de imóvel Senhor Pinheiro, com experiência no ramo, ficou

encarregado de vender os lotes; percorria a região em busca de compradores,

tanto na zona urbana como a rural, prestava esclarecimentos a localização,

meios de transportes, a fertilidade da terra e as condições de pagamento. E,

logo, apareceu compradores para a maioria dos lotes.

O terreno para a fundação de Pontalinda foi localizado pelo Agrimensor

Orestes Ferreira de Toledo; começando a derrubada da mata no lugar onde

seria construído o cruzeiro e a capela. O nome do vilarejo originou-se do

encontro dos Córregos Lageado e Novo Mundo, cujo encontro em formato de

bacia, coberto por uma imensa floresta apresentava uma paisagem muito linda.

E assim, deu-se o nome de Pontalinda por ser a ponta de dois córregos.

A fundação do povoado de Pontalinda deu-se em 15 de agosto de 1948,

na data de implantação do cruzeiro; os responsáveis foram os senhores José

Joaquim Lourenço, o primeiro morador do povoado; José Rodrigues dos

Santos; Antonio J. De Oliveira e Etelvino Marques de Oliveira.

No dia primeiro de janeiro de 1956 o povoado de Pontalinda foi elevado

à categoria de distrito do município de Jales-SP. Naquela época surgiram

vários vilarejos na micro-região de Jales; pois as famílias chegavam e se

estalavam à beira de rios, estradas ou descampado, depois que descobriram a

força da agricultura. Após a abolição dos escravos e da Proclamação da

Republica, iniciou a urbanização do País, o comércio e a indústria se

desenvolveram e as cidades começaram a ter problemas de moradia urbana,

devido ao grande fluxo de migrantes do campo para os núcleos urbanos. E a

região foi a ultima aberta para a continuidade do processo de expansão

cafeeira paulista. O café foi a principal cultura da época, sendo responsável

pelo desenvolvimento econômico do povoado; porem surge as culturas:

algodão e amendoim com alguma representatividade econômica mas, atividade

cafeeira é a quem empregava grande números de trabalhadores o ano todo.

A atividade cafeeira começou a declinar a partir de 1975, com a grande

geada que arrasou os cafezais; surgindo então a idéia de maior diversidade

agrícola a partir do ano de 1977, como a plantação de feijão de inverno. E por

volta da década de 1980 a maioria das propriedades abandonou a cafeicultura,

devido à baixas no preço; culturas improdutivas, pela idade avançada dos

cafezais e o aparecimento de doença.

A citricultura torna-se uma importante cultura para a região, fazendo

parte da nova política social e econômica; até os dias de hoje.

A lei Nº. 7664/91 elevou o distrito de Pontalinda a categoria de

município, após a realização de um plebiscito em 27 de outubro de 1991, onde

a população votou “SIM” para a emancipação político-administrativa de forma

unânime. O plebiscito foi organizado por jovens idealista de Pontalinda.

Após a emancipação político-administrativa de Pontalinda, tornou-se

mais eficaz a organização e a distribuição dos recursos públicos, pois, a

administração do município foi formada, por políticos residentes e domiciliado

no próprio município sendo, portanto cidadãos conhecedores da realidade e

dos problemas da cidade e de seus habitantes. Desta maneira os

investimentos priorizaram: Saúde, Educação, Habitação, Saneamento Básico,

Assistência Social, e obras de interesse da coletividade.

O inicio da Migração de trabalhadores para Pontalinda.

No processo de povoamento do Brasil, as migrações internas sempre

ocorreram, de forma bem intensa, em vários períodos de nossa história.

Podemos destacar: a ocupação das áreas marginais à zona açucareira

nordestina, no período de expansão do produto; a ocupação do Planalto

Mineiro, de Mato Grosso e de Goiás, durante a fase de mineração ( 1700-

1760), quando a descoberta de minas provocou um afluxo de populações e

recursos do Nordeste e do Planalto paulista; o prolongamento da fronteira

agrícola em função da cultura do café, que se alastrou pelo vale do Rio Paraíba

do Sul ( 1810-1860), tendo atingido o Oeste Paulista e o Norte do Estado do

Paraná; o deslocamento de levas sucessivas de nordestinos para a Amazônia

durante a fase da borracha ( 1870-1912), até que os seringais plantados no

Sudeste Asiático provocassem a decadência da produção amazônica; o

afluxo de baianos e mineiros durante o surto algodoeiro paulista ( 1935-1940).

Sendo assim, no município de Pontalinda também ocorreu e ainda

ocorre essa mobilidade populacional. Quando a família Castella chegou ao

local que hoje é Pontalinda, enfrentou muitas dificuldades para se instalar e

cultivar a terra. A compra das terras foi por volta de 1940 onde também os

proprietários seguindo o apoio Capital X trabalho já de uma maneira mais

descentralizada, mas que ainda seguiam os critérios de favorecimento das

famílias dominantes. A família passou por dificuldades como a primeira noite

que dormiram debaixo de uma figueira e se revezavam na vigília noturna para

não serem atacados por animais selvagens e dormiram ao relento na

Foto de casas populares da CDHU em construção

esperança de construírem uma vida melhor. Após se instalarem e demarcarem

suas terras iniciou um processo de enorme produção agrícola.

As pequenas propriedades, com terras férteis e produtivas iniciaram

produção agrícola diversificada como: arroz, feijão, milho, mandioca; diante de

fartura e terra fértil, os alimentos tornaram-se baratos. Surgem então as

primeiras viagens de madeira para a região nordeste, mas precisamente o

Estado da Bahia, que nas viagens aproveitavam para levar também toucinho,

milho, arroz e feijão para serem vendidos na região.

A Bahia neste período atravessa um período de seca, não produzindo

suficiente e a fome tomava conta do Estado. Na volta dos veículos para a

região de Vila Jales-SP, geralmente caminhões, os motoristas sensibilizados

com o sofrimento do povo daquela região, trazem algumas pessoas para

conhecer Pontalinda. Tais pessoas não tendo nenhuma qualificação de

trabalho, ocupavam o quadro de trabalhador braçal, muitas vezes se

submetendo ao recebimento apenas de comida e de um lugar para dormir,

pois, a miséria era tanto na terra natal que chegavam aqui com a esperança de

melhorar sua vida. Aqueles que se adaptavam e conseguiam trabalho voltavam

para buscar a família e aqui residirem e outros não se adaptavam e voltavam

para a terra natal.

Os agricultores percebendo que naquela região havia mão-de-obra

abundante e barata começaram a incentivar a busca de trabalhadores para

laborarem nas lavouras de Pontalinda e também os primeiros migrantes

começaram a enraizar e despertar o interesse em trazer seus familiares e

parentes. E, assim, os motoristas que transportavam madeiras, produtos

agrícolas e especiarias, viram uma oportunidade de negócio; iniciando então, a

migração (transporte) desses trabalhadores de forma desorganizada nos

caminhões que após algum tempo foram apelidados de pau de arara, por

carregarem muitas pessoas que seguravam em um pau amarrado no meio do

caminhão.

A região Nordeste é a principal área de emigração, desde o passado até

atualmente, pois todos os Estados que formam a região possuem um balanço

migratório altamente negativo, ou seja, perdem muito mais habitantes do que

recebem. Isto porque, a região tem precárias condições sociais e econômicas,

onde as desigualdades na distribuição de riqueza são enormes; e também as

secas do Sertão contribuem para o agravamento das difíceis condições de vida

da maioria da população e estimulam a migração.
Pontalinda,
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